terça-feira, 31 de março de 2009


Este blogue está esquisito. Alguém confundiu as cores dos comprimidos. Não sei é quem.
O que vale é que daqui por hora e meia é outro dia.


Querido Diário

Hoje recebi dois bilhetes. Na verdade, era apenas um, embora dividido em duas partes. Parece que me foi enviado por mim. Numa coisa o bilhete está certo: há uma turvação que não controlo. Mas diz também esse bilhete que já não tenho 18 anos. Não sei o que pensar: a idade o que é? Que idade tenho quando deixo de caber no meu peito? Quanto ao juízo, estou farta de o chamar, mas parece que ele não quer ter nada a ver com isto. Vou procurá-lo no Facebook. Pode ser que queira ser meu amigo virtual.


P.S.:


E essa história de andares avenida fora a falar sozinha e a fazer sabe-se lá que expressões faciais, ora com os olhos postos nas pedras da calçada ora com os olhos postos no céu e nas pontas dos telhados, também não me parece boa ideia. Que os desconhecidos que se cruzam contigo fiquem a pensar que és maluquinha, não é problemático. Podem pensar o que quiserem. Não são relevantes para ti. Não te incomoda particularmente. O que pode ser problemático é alguém vir atrás de ti, há não sabes quando tempo, a observar o teu comportamento. Alguém que também pode pensar o que quiser de ti, mas não podes dizer que não te incomoda particularmente, até porque não tens muito jeito para mentir à minha frente. Já falámos hoje da
incapacidade de dominares um certo tipo de perturbação, não? Bem me queria parecer.

I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter


Caríssima:

Até quando tencionas comportar-te como se tivesses 18 anos? Afinal tens mais dez aninhos, mas tu deves ser a prova de que, pelo menos nalguns aspectos, a idade biológica pouco diz acerca de uma pessoa. Já era tempo de teres aprendido a não deixar que certo tipo de presença te perturbasse ao ponto de te baralhar o discurso, que ainda para mais sai com a voz tremida. Tem mas é juízo. E deixa de te meter com quem é maior do que tu. Eu até posso concordar que ninguém é maior nem menor do que tu, mas não vou agora fazer concessões. O caso não é para brincadeiras. Ou se for, isto é, se quiseres brincar, brinca antes com os meninos do teu tamanho. E nada de me dizeres que não fazes de propósito. Eu até sei que tu não fazes de propósito. Quero é que faças de propósito para não saires dos eixos, vá. Tem juízo, não penses que não estou a ver. 

Recebe uma palmada no rabo da tua
Erre Ponto

Colagem com rainhas.





«Uma rainha a chorar é um espectáculo de que, por decência, todos estamos obrigados a desviar os olhos.»

José Saramago (2008), A Viagem do Elefante, Lisboa: Editorial Caminho, p. 32.

segunda-feira, 30 de março de 2009





Querido Diário


Hoje fui à Biblioteca Nacional e finalmente tenho o meu cartão de leitora. Quando eu disse ao que ia, a funcionária que me atendeu perguntou-me se eu já tinha feito pesquisa. Imaginei que a senhora não estivesse interessada nas minhas pesquisas sociológicas nem nas minhas pesquisas de letras de canções no Google. O mais provável seria estar a inquirir-me acerca do catálogo da própria Biblioteca (onde eu também já tinha pesquisado, sim!, sou uma grande pesquisadora, já se vê). Ainda assim, a pergunta parecia-me ambígua e resolvi confirmar se era a pesquisas no catálogo que se referia. Era. Queria a diligente senhora saber se eu o conhecia e «se estava consciente».  Ora bem, eu estava de pé e estava a manter uma conversa com vista a um determinado fim. A não ser que eu estivesse a alucinar e assim continue neste preciso momento, quero crer que estava consciente, sim. Mas não o verbalizei. À semelhança do que se tinha passado antes, fiquei a pensar que o uso da expressão «estar consciente» era ambíguo. Continua a parecer-me ambíguo. Uma segunda hipótese seria a senhora querer saber se eu estava consciente do sítio onde me estava a meter, dos perigos que corria...
Portanto, querido Diário, como faço tenção de passar a frequentar a Biblioteca com alguma regularidade, deixo esta pequena nota. Se eu desaparecer sem explicação aparente, pode ser que alguém te encontre e saiba onde procurar-me.

domingo, 29 de março de 2009

O teu chão é onde tens os pés.



I live in this country now
I'm called by this name
I speak this language
It's not quite the same
For no other reason
Than this it's my home
And the places I used to be far from are gone

You've travelled this long
You just have to go on
Don't even look back to see
How far you've come
Though your body is bending
Under the load
There is nowhere to stop
Anywhere on this road

(...)

I love this hour
When the tide is just turning
There will be an end
To the longing and yearning
If I can stand up
To angels and men
I'll never get swallowed
In darkness again

You've travelled this long
You just have to go on
Don't even look back to see
How far you've come
Though your body is bending
Under the load
There is nowhere to stop
Anywhere on this road

Ou por que eu não uso saltos altos.


Do Campo Pequeno à Baixa são uns quatro quilómetros. E estava uma belíssima manhã: soalheira e fresquinha, tal como eu gosto.

ABÛ AL-'ABDARÍ (século XI)


já era nela, antes de ser paixão,
inquietude a cada momento
já o amor lhe dominava o coração
ainda antes de sentir o seu tormento


Adalberto Alves (Org.) (1999) [1988], O Meu Coração é Árabe, Lisboa: Assírio & Alvim, p. 101.

Esta noite teve menos uma hora.

quinta-feira, 26 de março de 2009


outro dia


Quem me ouve
e quem me lê
julga, às vezes,
que eu fui como os ricos...
que tive e que dei,
que desprezei
e que desbaratei...

Ó, nada tive!
Nada recebi
e nada dei.

Outros julgam
que eu fui como os pobres,
que mendiguei...

Nem como esses fui!
Os pobres pedem
e aceitam.

Eu nada aceitei.
Nada conheci!
Vivi sempre como os cegos,
de olhos abertos,
parados
e abstractos...

Todos me magoam!
Uns porque acham ridícula
a minha pobreza,
outros porque duvidam
da minha singeleza.


Irene Lisboa (1991), Obras de Irene Lisboa -- Volume I -- Poesia I -- Um Dia e Outro Dia e Outono Havias de Vir, Lisboa: Presença. Pp.: 156-157.

quarta-feira, 25 de março de 2009


de vez em quando convidam-me
para um teatro de marionetas

são gerações e gerações inteiras
famílias suspensas por cordões

o director é de madeira
e gosta muito de mim como se me lisonjeasse
mas apenas cobiça nos meus braços articulados
a utilidade para a configuração do seu cenário

não conhecem a minha boca de carne
encarnada


em casa é sempre o mesmo tempo
não é ainda a morte porque a morte é movimento
apenas uma forma anterior de imobilidade

quando pergunto que horas são
respondem sempre com a mesma hora
dos seus relógios parados e eu sei que é verdade
embora no lado de fora seja sempre
um pouco mais cedo    um pouco mais tarde
e eu chegue sempre um pouco_

ninguém sai de casa na minha simultaneidade

tenho esta condição de olhar sozinha
penso demasiado e não me basta

A canção de Rute, como é?




BOOZ


Rute busca em todo o campo
As flores douradas do trigo, passando
Pelas cabanas dos guardadores do pão --

Lança uma doce agitação
E jogos coruscantes
No coração de Booz,

Que ondula bem alto
Sobre as suas searas, ao encontro
Da forasteira segadora.



Rute*


E tu vens procurar-me junto às sebes.
Oiço o soluçar dos teus passos
E os meus olhos são pesadas gotas escuras.

Na minha alma nascem as flores doces
Do teu olhar e ele enche-se
Quando os meus olhos se exilam para o sono.

Na minha terra,
Junto ao poço, está um anjo:
Canta a canção do meu amor,
Canta a canção de Rute.


*Rute, 3.


Else Lasker-Shüler (2002), Baladas Hebraicas (trad. e org. de João Barrento), Lisboa: Assírio & Alvim. Pp.: 79, 81.

Alguém me ouve se eu gritar?*


Quem ama

fica cheio de não-saber

não pára de procurar

 

Escrevendo o fulgor do êxtase

percorre o rio do sangue

conhece os horrores da guerra íntima

toda vermelha e crua

fértil em rupturas

incessante nos ataques

 

Não

nenhum rosto materno sobre o nosso debruçado

nos consolaria

se houvesse esse rosto

essa ternura impossível de entender

 

Nada nos pode consolar 

do excessivo peso do amor

que oprime como a noite

cheia de não-saber

como tudo o que é divido

e inventado

 

De facto

não amamos como as flores

totalmente simples na sua entrega

Quando amamos 

deixamos de ser o que somos

trasnfigurados pelo desejo

que mata

destrói

violenta tudo

 

E perscrutando a noite

que a si própria se escava e aplaina

amando

fitamos a intermitência das estrelas

deslumbrados por um brilho extinto

que fere com lentidão sideral

o ermo íntimo do nosso coração

 

Inatingível sempre

e como tal desejado

o verdadeiro amado

 

 

 

III-A

 

 

Quem ama

não pára

percorre

o rio do sangue

a guerra íntima

 

Não

nada nos pode consolar

do peso do amor

do peso do não-saber

do peso do divino

Transfigurados pelo desejo

fitamos as estrelas

deslumbrados

perscrutando

um brilho extinto

que a si próprio

se escava

e aplaina

 

 

 

III-B

 

 

Como cantar

cheios de não-saber

de guerra íntima

de rupturas

 

Nenhum rosto 

nos pode consolar

do que é inventado

 

Não

não amaremos como as flores

totalmente simples

 

O desejo

violenta

tudo

fere

o ermo íntimo do nosso coração

 

 

 

Ana Hatherly (1999), Rilkeana, Lisboa: Assírio & Alvim, 40-43

*Op. ct.: p.29.



Este blogue já se chamou Esta distância que nos une.

segunda-feira, 23 de março de 2009


Já é tempo da Metropolitano de Lisboa me atribuir um subsídio por serviços prestados. Afinal, sempre são cerca de oito de anos de utilização mais ou menos regular deste meio de transporte; cerca de oito anos a esclarecer dúvidas aos meus co-utentes (houve mesmo uma vez em que me desviei completamente do meu percurso para me assegurar de que uma senhora com um ar muito confuso conseguia chegar ao seu destino). 
De há uns anos a esta parte, são as máquinas de venda automática de bilhetes. Fantásticas, não são? Pois. Mas acontece que por vezes avariam ou que nem sempre os utentes percebem como é que aquilo funciona (se eu quisesse usar uma daquelas expressões de que agora toda a gente gosta muito, poderia dizer que nem toda a gente possui a literacia e a competência tecnológica para utilizar as máquinas) e, quando tal acontece, nem sempre há um funcionário da Metropolitano no átrio da estação. Nessas alturas, garanto-vos, dá muito jeito se eu for a passar -- há até quem aguarde pacientemente que eu termine uma conversa telefónica para depois me pedir ajuda para tirar o bilhete. 
E mesmo quando há uma funcionária da Metropolitano, devidamente identificada, há quem prefira pedir ajuda a esta que vos escreve. Aconteceu-me hoje. Fiquei a perguntar-me porquê, mas, reparando no ar enjoado de quem-vai-prestar-mais-um-favor-a-esta-gente-tonta-que-não-percebe-nada-disto da funcionária, não durante muito tempo.

sábado, 21 de março de 2009


A verdadeira mão que o poeta estende
não tem dedos:
é um gesto que se perde
no próprio acto de dar-se

O poeta desaparece
na verdade da sua ausência
dissolve-se no biombo da escrita

O poema é
a única
a verdadeira mão que o poeta estende

E quando o poema é bom
não te aperta a mão:
aperta-te a garganta



Ana Hatherly (2003), O Pavão Negro, Lisboa: Assírio & Alvim.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Novamente o oráculo da página 161, 5.ª linha.


Desta vez, a pedido do António.


«Já nada podia ser como dantes.»


Marguerite Duras (2003) [1952], O Marinheiro de Gibraltar (trad. Isabel St. Aubyn), Lisboa: Dom Quixote.

terça-feira, 17 de março de 2009


Não estava numa pilha, estava arrumadinho na estante, que nem sempre o que está arrumado está esquecido e nem sempre o que está em pilhas mais ou menos desequilibradas é o que fica mais perto de nós:



INTRODUÇÃO AO TEMPO


I


Façamos greve de tempo

De pulmões castos não respiremos
As folhas trágicas veias
podem cair
Fechemos os olhos dentro

Silente na rocha amarga
o sulco humilde de nós



II


quando o sonho for granito
quando o mar em cinza desvendar
as plumas inúteis das gaivotas
quando a espuma depuser velas
longínquas sobre a areia
e das pontes cair o derradeiro homem

quando as papoilas tiverem searas
as janelas absortas mortalhas de luz
quando nós formos outrora
quando o luto marcar as ancas verdadeiras



III


Porque ficou oceânico
o escasso momento de nós?

Escorríamos pelas mãos
insatisfeitas e límpidas
nascentes
no ar um tempo frustre
a sequência dos sons
perdidos nos degraus

Simples é a dor
e nós, nascidos




*



A distância é cava
senão cova   Escava
Os pais vigiam 
dentro de um veio
no seio da terra

E os avós são reis
por detrás de um vidro
Do açúcar vem-lhes
a textura doce

mais antigos
mortos do que nós
mais vivos mais sós

como se fosse um acidente
o pó




*




Nós, que medimos a morte,
não entramos de roldão desassossegando
o mundo. Alimentamo-nos de seres
menores

néos macios controlados
por ogres, bolas de sabão
que em silêncio estoiram.

E às jazidas do sémens, ao tenro veio da
madre
século após século retornamos.




Luiza Neto Jorge (2001), Poesia. Lisboa: Assírio & Alvim. PP. 27-28, 72, 232.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Página 161, 5.ª linha.


Lá fui à procura da página 161



Dos dois livros que tinha na secretária, a página 161 do primeiro não chegava a ter cinco linhas, e a quinta linha da página 161 do segundo pertencia a uma nota respectiva a um dos capítulos do livro.

Tive de me levantar da secretária e procurar na pilha dos livros da mesa-de-cabeceira. O que estava em terceiro ou quarto lugar a partir do topo lá tinha mais de 161 páginas:

«Esta formalização é inseparavelmente transformação e transubstanciação: a substância significada é a forma significante na qual se realizou.»

Bourdieu, Pierre (1998) [1982],
O que Falar Quer Dizer. Oeiras: Difel.


Caso tenham ficado curiosos quando à frase integrante da nota de capítulo, aqui fica:

«’Tall’ is unmarked with respect to ‘short’: thus we ask of a person or an object, ‘how tall is she/he/it?’ rather than ‘how short is she/he/it?’ ‘How tall’ is the default expression regardless of our estimate of the height of the person or object in question.»

Cameron, Deborah e Kulick, Don (2006) [2003],
Language and Sexuality. Cambridge: Cambridge University Press.


E não acorrento ninguém. Se alguém quiser vir comigo, que venha.

terça-feira, 10 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ninguém dá por nada.


«Oh!, estás a ouvir? A velha veio ter comigo, que queria perguntar uma coisa. E eu disse-lhe que já, já não podia, mas que estava só a acabar uma coisa e já lá ia. Acabei de arrumar, e uns dez minutos que eu ‘tive ali com a velha. Isto e mais aquilo. E a perguntar-me se aquilo tinha ferro, e se tinha mais ferro do que o outro. Nunca mais se calava e não sei quê. E eu é que tinha de responder. E depois daquilo tudo disse que afinal ia levar outra coisa.»


Lisboa, 4 de Março de 2009. Loja Modelo Bonjour do Campo Grande (que é como quem diz ali mesmo ao pé da rotunda de Entrecampos).
Reprodução tão próxima quanto possível do que um jovem funcionário da reposição comentava alegremente com um colega, entre as 15.30 e as 16.00, horário normal de expediente, com clientes a circularem no interior da loja.


25 de Abril de 1974 A Cólera Divina A Mulher Nua A Paixão segundo G. H. A Sede Entre os Limites à Sua imagem a ver a banda passar A Viagem do Elefante Adalberto Alves Adélia Prado Adília Lopes afectos agarra a rapariga pela cintura Alela Diane Amor é descanso de busca Amor Nosso de Cada Um de Nós Amor romântico Amores Ana Hatherly Ana Teresa Pereira Anna Ternheim António Gonçalves Anywhere on this road Aprendi a maravilhar-me April Arnaldo Saraiva Baladas Hebraicas Barry Schwartz Billie Holiday Blame it on my youth Blowin' in the wind Bob Dylan Broken Social Scene Canción de las simples cosas Carlos Ascenso André Ces petits riens Cesar Isella Charlie Parker Christina Courtin Clarice Lispector Com Licença Poética Contos Cruéis Cry me a river Dave Brubeck David Hockney Descansar dos homens despedidas Dias de tempestade e de silêncio Dizzie Gillespie Dizzy Gillespie Egon Schiele Elizabeth Bishop Else Lasker-Schüler Em busca do meu unicórnio azul esta distância que nos une Eugene Wright Extraordinary Machine Falling slowly faz de conta que é um poema Felled Totem I Fiona Apple Fishermen at Sea Foreign Country Fotos Françoise Hardy Frou Frou Glen Hansard Grândola Vila Morena Há muito tempo que que quero escrever este post Helena Almeida Hello Goodbye Her DIsappearing Theme Hilda Hilst Holly Cole Hot House I dreamed a dream I'm a Vamp I'm gonna sit right down and write myself a letter idade inéditos Irene Lisboa Janis Joplin Jeff Buckley Jesca Hoop. Love Is All We Have Joan as Police Woman João Barrento Joe Morello John Parish Jon Brion José Saramago Joy Division Klimt La question Lábio Cortado Laços de Família Laureano Silveira Let go Lhasa Look what they've done to my song Love me if you dare Loveology Lover you should have come over Luísa Costa Gomes Luiza Neto Jorge M. Ward Make It Go Away manuel a. domingos Manuel Mujica Lainez Manuel Poppe mapa Marguerite Duras Maria de Lourdes Guimarães Maria Graciete Besse Maria Tecce Marianne Faithfull Mark Lanegan Marketa Irglová Marquês de Chamilly Melanie Safka My Favourite Things Não se diz mais nada Não sou uma andorinha Nice work if you can get it notas avulsas Nu azul O Diabo e o Filósofo O Marinheiro de Gibraltar O Meu Coração É Árabe O Pássaro de Vidro O Pavão Negro O Unicórnio Ode descontínua e remota para flauta e oboé Oh My Mr. Blue Olhar Fractal Omertà One Art Os Pássaros Brancos e Outros Poemas Ovídio Pablo Picasso página 161 Para não desaprender a fala Para viver um grande amor Passover Patchwork Paul Desmond Paulo César Nascimento PJ Harvey Plácido Poema para o Zé Poesia Vertical por razões que nos escapam Preciosidade Prémio Nacional Trindade Coelho Quem me feriu perdoe-me Querido Diário Regina Spektor Rilkeana Rita Redshoes Roberto Juarroz Rui Almeida Running for our lives Rute sabedoria prática She's Gone Speak Low Stacey Kent Stars of Leo Strange little girl Susan Boyle Suzanne Vega talento Tempo Teorema de Pitágoras Terrified The Ballad of Lucy Jordan The Beatles The Kiss The Queen and the Soldier The Ride The stranglers Thelonious Monk Tom Waits Uberto Stabile Ulla Hahn Um Dia e Outro Dia Um pensamento muitas vezes repetido Um Ritmo Perdido uma espécie de recensão Uma gaivota voava Uma história de amor é sempre extraordinária Ute Lemper variações com pássaro de vidro Vasco Gato Versão de Rute Mota vídeo Villier de L'Isle-Adam Vinicius de Moraes W. B. Yeats Watch her disappear William Turner Woman left lonely Yann Samuell Yma Sumac Zeca Afonso Zeca Baleiro